As 4 Vezes em que Deus Apareceu em Monty Python

Sabe Deus?

Aquela força invisível e maravilhosa que está por aí?

Então, apesar de todos os membros do Monty Python compartilharem de uma certa desconfiança religiosa, Ele sempre esteve dentro de todo o cânone pythonesco.

É por isso que o sensacional site O Ministro do Andar Tolo tem o imenso prazer de apresentar uma lista com “As 4 vezes em que o Todo-Poderoso Apareceu em alguma obra do Monty Python”.

Ah, com direito a uma menção honrosa no final.

Então, deixemos de conversa fiada e vamos logo para o quarto lugar:

4. Monty Python’s Flying Circus

No episódio “The Money Programme” da série Monty Python’s Flying Circus (episódio 3 da terceira temporada), tem um esquete chamado “Dead Bishop, AKA Church Police or Salvation Fuzz”.

Nele, um casal (quase) desequilibrado, composto pelo pai (Eric Idle) e pela mãe (Terry Jones) discutem assuntos absurdos e pythonescos, até que o filho (Graham Chapman) avisa-os que tem um bispo morto na varanda.

Logo, o pai diz que vai ligar para a polícia:

– Não devia ligar para a igreja? – pergunta a mãe.
– Chame a polícia da igreja! – resolve o filho.

E então, o pai grita pela polícia da igreja (interpretados por Michael Palin e Terry Gilliam).

O policial Palin ajoelha-se e faz uma oração, pedindo para que Deus informe quem matou o bispo que está na varanda.

É aí que aparece a mão de Deus, que acusa o pai (e ele se defende dizendo que é tudo culpa da sociedade).

Por fim, o policial Palin leva o pai para a prisão, enquanto os outros personagens cantam um hino religioso.

Observação pertinente: Esse esquete foi encenado no especial Monty Python Ao Vivo No Hollywood Bowl

3. O Sentido da Vida

Nesse filme, não só somos presenteados com a mão de Deus, como também vemos o que ela pode fazer.

Na “Parte III – Lutando Uns Com os Outros”, um oficial (Terry Jones) tenta organizar seu pelotão em meio à Primeira Guerra Mundial, mas os soldados (Eric Idle, Terry Gilliam, John Cleese, Michael Palin e Graham Chapman) só pensam em dar-lhe os parabéns pelo seu aniversário.

É então que a cena é cortada para uma palestra de um oficial (Chapman), que enaltece o papel do exército para uma sociedade:

– É por isso que sempre precisaremos de um exército. E que um raio me parta se isso for mentira.

E a mão de Deus faz a sua parte.

2. A Vida de Brian

Aqui, nesse filme, Deus aparece na figura de seu filho mais famoso, Jesus. Duas vezes!

Primeiro, Jesus aparece bem no local e hora de seu nascimento, na manjedoura, na cena em que os Três Reis Magos quase entregam os presentes para o menino Brian por engano.

Logo depois, Jesus aparece fazendo o Sermão da Montanha, envolvido em uma aura, mostrando assim que ele é o Filho de Deus.

https://www.youtube.com/watch?v=tCAUQFn0Rsg

1. Monty Python Em Busca do Cálice Sagrado

Finalmente, a cereja do bolo.

Nesta obra fantástica (e um dos melhores filmes do mundo!!), o Todo-Poderoso aparece em sua totalidade e poder.

Quando o rei Arthur (Graham Chapman) e Patsy (Terry Gilliam) conseguem reunir todos os Cavaleiros da Távola Redonda (Eric Idle, Terry Jones, John Cleese e Michael Palin), eles decidem ir até Camelot.

Só que Camelot é um lugar muito bobo, então eles desistem da empreitada.

É nesse momento que Deus aparece e dá uma missão para o grupo: encontrar o Cálice Sagrado.

OBS pertinente: Para compor o personagem de Deus no filme, Terry Gilliam se inspirou no jogador de críquete WG Grace

Menção Honrosa: A existência ou não de Deus

Na série Monty Python’s Flying Circus, no episódio “Sex and Violence” (episódio 2 da primeira temporada), John Cleese apresenta um debate sobre a existência de Deus.

De um lado, o monsenhor Edward Gay. E, do outro, o humanista dr. Tom Jack.

Só que, no lugar do debate, eles decidiram lutar por isso. A existência de Deus será determinada por duas quedas, duas rendições ou um nocaute, em um ringue de luta livre.

Durante os créditos, o narrador anuncia o vencedor:

Deus existe por duas quedas e uma rendição

Thiago Meister Carneiro

Jornalista Especialista em Estudos Linguísticos e Literários, 38 anos na cara. Às vezes grava o podcast Pythoneando, e às vezes assiste Monty Python na Netflix. Autor do livro "A História (quase) Definitiva de Monty Python"

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