Monty Python’s Flying Circus

Monty Python

Resumindo, Flying Circus foi uma série que estreou na BBC do dia 5 de outubro de 1969.

Quarenta e cinco episódios de 30 minutos cada foram produzidos em quatro temporadas.

Agora, se você perguntar: “Essa série é sobre o quê?”. Eu respondo. “Sobre nada”.

Sobre nada e sobre tudo ao mesmo tempo.

PEIDO

images (2)Tirando sarro do modo de vida britânico, os Pythons encenavam a maioria dos personagens da série, incluindo as personagens femininas.

A série contava com participações especiais regulares, como Carol Cleveland, Connie Booth e Neil Innes. Inclusive o criador da série “O Guia do Mochileiro das Galáxias”, Douglas Adams, escreveu um esquete para a série.

A música de abertura do programa, “The Liberty Bell (O Sino da Liberdade)”, de 1893, é uma marcha militar composta por John Philip Sousa. Quem a escolheu para ser usada na abertura do Flying Circus foi Terry Gilliam, que disse ter escolhido porque não tinha nada a ver com o programa.

Também foi escolhida porque era de domínio público. Os integrantes aprovaram a abertura e o modo como a música é interrompida bruscamente pelo Pé do Cupido e o barulho de peido.

TEATRO GREGO
Uma característica marcante na série é o não uso das punchlines, que é aquela palavra ou frase que dá o sentido final à piada, fazendo com que os esquetes fossem interligados uns nos outros. Na verdade, apenas uma vez foi usada uma punchline na série.

Foi no episódio How to Recognise Different Types of Trees From Quite a Long Way Away, da primeira temporada, resultando na vaia do público.

Algo que pode ser chamado de substituto das punchlines é o Deus ex Machina, um elemento utilizado no teatro grego que refere-se a um inesperado ou improvável personagem ou evento introduzido repentinamente numa história para resolver uma situação.

No teatro grego havia muitas peças que terminavam com um deus sendo literalmente baixado por um guindaste até o local da encenação. Esse deus então amarrava todas as pontas soltas da história.

Já no Monty Python’s Flying Circus, muitas vezes esse “personagem inesperado” surgia no papel do coronel (interpretado por Graham Chapman), que simplesmente mandava parar o esquete porque estava ficando muito bobo.

Uma simples solução para dar um fim às tramas muito complicadas.

Clique aqui e entre no site oficial do grupo.

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Recortes da animação de abertura, por Terry Gilliam

Em entrevista ao site português Público, Terry Jones contou como foi a reação da BBC e dos espectadores quando os primeiros episódios foram ao ar:

“A BBC nunca gostou da série. Nunca tiveram reação aos primeiros cinco episódios. Depois, as crianças começaram a escrever dizendo que gostavam do programa, mas a BBC continuava odiando e, depois da primeira temporada, tínhamos dúvida de que encomendassem uma segunda, mas fizeram. Tinha um monte de gente que nos perguntaram sobre o que era a série. E nós respondíamos: ‘Não sabemos'”.

PERSONAGENS

O Flying Circus teve uma galeria de personagens marcantes:

  • Arthur Pewtey (Michael Palin), um homem socialmente inapto, extremamente monótono, que aparece principalmente no esquete “Argument Clinic (Clínica de Argumentos)”, “Marriage Guidance Counsellor (Conselheiro Matrimonial)”, “The Vocational Guidance Counsellor (O Conselheiro Vocacional)” e “The Ministry of Silly Walks (O Ministério do Andar Tolo)”. As cenas tomam a forma de um escritório com uma figura de autoridade (geralmente interpretada por John Cleese), que são usadas ​​para parodiar o lado burocrático do modo de vida inglês.
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Pewtey e sua mulher Deirdre, no esquete “Marriage Guidance Counsellor”
  • O Reverendo Arthur Belling (Graham Chapman e Michael Palin) é o vigário de São Loony-Up-A-Cream-Bun-e-Jam. Ele é conhecido por seu comportamento excêntrico. Em um esquete, ele faz um apelo às pessoas insanas do mundo para conduzir as pessoas sãs ao insano. Em outro, ele tenta converter um casal para a sua seita maluca, quebrando pratos na cabeça, sacudindo uma boneca, saltando um caranguejo de borracha de uma raquete de ping-pong e passando creme de barbear por todo o rosto.

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  • O homem “It’s” (Palin). Um náufrago com roupas rasgadas e uma longa barba desgrenhada que aparece no início do programa. Muitas vezes, ele é visto realizando uma tarefa longa ou perigosa, como cair de um penhasco ou correr uma longa distância para a câmera antes de abrir o programa apenas dizendo: “It’s… (É…)”. Então, é cortado pela abertura. Curiosamente, a palavra “It’s” foi cogitada para ser o nome do programa.

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  • Figuras históricas como Júlio César (Chapman), Napoleão (Jones) ou um viking (Gilliam e Cleese) entrando no meio de um esquete para interrompê-lo, aparecendo de forma aleatória em um corte rápido.

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  • O locutor de continuidade da BBC vestindo smoking (Cleese). Sentado em uma mesa, muitas vezes em locais inóspitos, como uma floresta ou uma praia, ele diz: “E agora para algo completamente diferente”. Essa frase foi usada várias vezes como abertura. Embora Cleese seja mais conhecido pela frase, Idle a disse primeiro, no episódio em que ele apresenta um homem com três nádegas. Essa frase serviu como título do primeiro filme do grupo. Na 3ª temporada, a frase foi encurtada para simplesmente: “E agora …”, e foi muitas vezes combinada com o homem “It’s… (É…)”.

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  • Os Gumbys, um grupo de pessoas de raciocínio lento com botas de borracha (de onde eles levam o seu nome) e lenço na cabeça (um estereótipo do trabalhador inglês). Eles mantêm seus braços colados em seu corpo, falam lentamente em voz alta, e possuem um enorme carinho para a violência sem sentido, como quebrar tijolos em suas próprias cabeças.

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  • O cavaleiro na armadura com um frango (Gilliam). Ele atinge com um frango quem fala ou faz alguma tolice.

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  • The Nude Oganist (O Organista Nu) (Gilliam e Jones). Toca um breve som nos links entre os esquetes.

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  • The Pepperpots. São mulheres de meia-idade, donas de casa de classe média baixa, interpretadas pelos Pythons usando vestidos, e sempre se envolvem em diálogos surreais. “Pepperpot” refere-se ao que eles acreditavam ser a forma do corpo típico das donas de casa britânicas. Em raras ocasiões essas mulheres foram nomeadas.

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  • Franceses: Cleese e Palin em trajes franceses estereotipados, como uma camisa listrada, calças apertadas, boina e o falar truncado e incompreensível. Usam um bigode falso, e cada um o coloca sobre o lábio do outro quando é a vez do outro falar. Eles aparecem dando uma demonstração dos aspectos técnicos da ovelha voadora e no Ministério do Andar Tolo, como os desenvolvedores da “La Marche Futile”. Todos possuem o sobrenome Zatapatique.

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PRÊMIOS

Em 2007, a revista Time incluiu o programa na lista “As 100 melhores séries de tv de todos os tempos“.

Em abril de 2013, o jornal inglês The Telegraph criou uma lista com os 50 programas de televisão mais influentes por ano. Em 1969, o programa mais influente da televisão foi, é claro, Monty Python Flying Circus.

Em uma lista dos 50 Melhores Esquetes Britânicos divulgada pelo Channel 4, em 2005, cinco esquetes de Monty Python fizeram parte dela:

Em 2º lugar: “The Dead Parrot (O Papagaio Morto)”

Em 12º lugar: “Spanish Inquisition (Inquisição Espanhola)”

Em 15º lugar: “Ministry Of Silly Walks (Ministério do Andar Tolo)”

Em 31º lugar: “Nudge, Nudge”

Em 49º lugar: “Lumberjack Song (Canção do Lenhador)”

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