George Harrison Produziu Filme de Terry Gilliam

Sabem aquela história de que o beatle George Harrison hipotecou sua mansão para financiar o filme A Vida de Brian, do Monty Python?

Então, ele fez algo parecido para Terry Gilliam.

GILLIAM
No início dos anos 1980, Gilliam estava tendo dificuldades em conseguir financiamento para seu novo filme.

Nota da redação: Terry Gilliam com dificuldade em conseguir financiamento para um filme seu? Já vi essa história em algum lugar

Ele já tinha lançado seu primeiro filme da carreira-solo de cineasta, Jabberwocky – Um Herói Por Acaso (1977), e estava com o roteiro pronto para mais uma empreitada.

A nova história se chamava Os Bandidos do Tempo (que Gilliam co-escreveu com Michael Palin), e era sobre um grupo de anões que cometiam assaltos através da História.

Foi aí que George Harrison entrou na história.

BEATLE
Como ele já tinha criado sua própria produtora de filmes, a Handmade, ele resolveu que seria uma ótima ideia produzir o filme de Gilliam.

Só que Gilliam precisava de 5 milhões de dólares, e Harrison não tinha 5 milhões de dólares no bolso.

Então, o ex-Beatle assumiu decidiu se arriscar: hipotecou os escritórios da produtora para, assim, ter os tais 5 milhões de dólares.

BRIGA
Foi um grande gesto o desse George Harrison, e então ele decidiu que seria uma boa ideia escrever algumas músicas para a trilha sonora.

Harrison realmente defendeu suas músicas como a trilha sonora perfeita para o filme.

Só que Gilliam discordou, e Harrison ficou bravo. “Você me lembra John Lennon, você é tão difícil quanto ele era”, teria dito Harrison.

Para que Harrison não ficasse 100% bravo, Gilliam concordou em usar uma música de Harrison, que ficou para os créditos finais.

Em resposta, Harrison escreveu uma música contando seus verdadeiros sentimentos sobre a situação: 

Sentimentos gananciosos
Perder o que ganhou
Veja o sonho ser desfeito
Com sorte você chegou tão longe
Tudo o que você deve é ​​desculpas

Nota da redação 2: Eu gostei da música, e você?

Thiago Meister Carneiro

Jornalista Especialista em Estudos Linguísticos e Literários, 38 anos na cara. Às vezes grava o podcast Pythoneando, e às vezes assiste Monty Python na Netflix. Autor do livro "A História (quase) Definitiva de Monty Python"

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *