Por que Carol Cleveland Entrou no Monty Python?

É um fato bastante conhecido que uma moça, hoje senhora, chamada Carol Cleveland é considerada o sétimo membro do Monty Python (segundo alguns biógrafos, ela é considerada a “python fêmea”).

Mas, quem é essa tal Carol Cleveland?

Para contar sua história, temos que voltar para o dia 12 de outubro de 1969. Nesse dia, estreou na BBC o episódio Sex and Violenc (Sexo e Violência) da série Monty Python’s Flying Circus.

Nota da redação: Sim, o nome foi escolhido propositalmente para chocar uma parte da sociedade britânica e, não, o episódio não teve sexo e violência (para chocar a outra parte).

No roteiro do Esquete do Conselheiro Matrimonial (Marriage Guidance Counsellor), escrito por Eric Idle, tinha uma personagem descrita como “uma moça loira peituda na flor da idade, cheia de feminilidade”.

A primeira moça loira peituda que foi testada para o papel foi uma ex-coelhinha da Playboy inglesa, que já tinha ganhado vários concursos como o Miss Califórnia.

Além do mais, essa moça tinha no currículo séries como The Persuaders (uma série americana estrelada por Tony Curtis e Roger Moore) e as séries inglesas Randall & Hopkirk e Os Vingadores.

Seu nome era Carol Cleveland.

AGRADÁVEL
“Perguntei a meu agente se tinha algum papel dramático para interpretar. Enquanto ele estava procurando, eu recebi um telefonema do produtor John Howard Davies para participar desta série da BBC chamada Monty Python’s Flying Circus“.

Antes dela aparecer no estúdio, nenhum Python tinha ideia de como seria aquela mulher misteriosa. Mas a curiosidade cessou quando as gravações começaram.

John Cleese gostou do que ela fez logo de início. “Ela era muito fácil de se conviver, e poderia ser muito boba quando necessário. Ela era muito profissional, muito agradável e fácil de ter ao redor”.

SEM GRAÇA
Nas primeiras interpretações, a moça não conseguia achar graça nas piadas do Monty Python. E, depois de uma gravação, ela ligou para sua mãe dizendo que não ia durar muito naquele programa.

Ela recebeu os roteiros e achou muito estranho. Segundo a moça, os esquetes começavam estranhos e nunca tinham fim.

Então ela disse para todo mundo que só estava ali para gravar os primeiros quatro episódios.

Foi então que Eric Idle e John Cleese baixaram a cabeça e disseram: “Carol, nós queremos você, não qualquer outra pessoa”.

E ela ficou.

Michael Palin a chamava de heroína, pois eles nunca tiveram de explicar como interpretar as cenas, ela estava pegando bem o jeito pythonesco de ser. “E ela tinha peitos reais”.

Thiago Meister Carneiro

Jornalista Especialista em Estudos Linguísticos e Literários, 38 anos na cara. Às vezes grava o podcast Pythoneando, e às vezes assiste Monty Python na Netflix. Autor do livro "A História (quase) Definitiva de Monty Python"

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